Febre Chikungunya

05 de abril de 2019

A Febre Chikungunya é uma doença viral transmitida por mosquitos como o aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e da zika. O termo "chikungunya" é derivado de uma língua africana e significa "aquele que se dobra", nome dado devido à dor musculoesquelética intensa, muitas vezes incapacitante, causada pela doença.  

Suas principais manifestações, além da dor nas articulações, são febre, dor muscular, manchas na pele e dor de cabeça. Ao exame físico, muitas vezes observa-se artrite (inflamação das articulações) e inchaço periarticular (de tendões, bursas etc).  

Existe o risco de cronificação da doença com persistência dos sintomas até mais de um ano após a infecção, sendo indicado tratamento e acompanhamento com reumatologista desde o início. 

 

Abaixo, algumas curiosidades sobre a doença: 

  • Gestantes: há um risco de transmissão vertical (através da placenta) do vírus para o bebê, principalmente quando a mãe é infectada dias perto do parto (na fase chamada de viremia). O recém-nascido acometido pode ter manifestações graves da doença, com lesões de pele extensas, inclusive com risco de vida.  

  • Crianças (principalmente menores de 2 anos) e idosos: apesar da chikungunya ter baixas taxas de mortalidade (em comparação com a dengue, por exemplo), os extremos de faixa etária são considerados fatores de risco para manifestações graves e atípicas da doença. Além desse grupo, os pacientes que apresentam comorbidades como pressão alta, diabetes, doenças crônicas e que fazem uso de medicações contínuas também apresentam maior risco. 

  • Uso de medicações sem orientação médica: é bem sabido também que as complicações da doença podem ocorrer em decorrência do uso indiscriminado de medicações, como anti-inflamatórios e corticoides. Estes medicamentos usados de forma prolongada ou excessiva, sem acompanhamento, podem trazer inúmeros riscos à saúde do paciente. 

  • Condição reumática prévia: pacientes que têm histórico de condição musculoesquelética prévia (como artrose, traumas etc) podem ter exacerbação ou recidiva dos sintomas de dor nesses locais já acometidos. 

 

O melhor tratamento é sempre a prevenção! Lembre-se de usar repelentes de longa duração (atentar para o período de cobertura na embalagem e reaplicar quando necessário) e tomar medidas de combate ao mosquito. Em caso de sintomas suspeitos, com febre e surgimento de dores musculoesqueléticas de início súbito, procure atendimento e orientação médica! 

 

Dra. Marina Porangaba 

Médica Reumatologista e pesquisadora do Ambulatório de Doenças Febris Agudas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas - Fiocruz e do Ambulatório de Chikungunya crônica na Policlínica Piquet Carneiro - UERJ.  

©2018 by Marina Porangaba. Proudly created with Wix.com